Não faleis mal uns dos outros

quarta-feira, 4 de julho de 2012
Por Antônio & Angélica / Grupo Renascer
Fonte: Internet




"Irmãos, não faleis mal uns dos outros" (Tiago 4:11a).


Esse é um dos muitos versículos dos quais muitos de nós, cristãos, esquecemos, ou simplesmente fingimos que não existe.

Todos nós sabemos o quão complicado é controlar a língua "Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal" (Tiago 3:8).

Mas Tiago ainda diz no versículo 10 do capítulo 3 que não convém que isso seja assim, que da nossa boca proceda bençãos e maldições. "Pode a fonte jorrar do mesmo manancial água doce e água amargosa?" (v. 11). Como você quer que dos seus lábios saiam uma pura e verdadeira adoração enquanto deles também saem palavras amargas contra o próximo, fofocas, mentiras, intrigas? E afinal, quem é você para julgar os outros? Pois há só um legislador e juíz, aquele que veio para salvar e destruir; Jesus Cristo (Tiago 4:11 e 12).

É triste ver o quanto a língua de alguns pode destruir ministérios e vidas de outros. Infelizmente isso é comum nas igrejas. Falam do cisco no olho dos outros, mas não veem a trave em seu próprio. Muitos acham normal fofocar, falar dos erros alheios enquanto eles mesmos cometem erros, enquanto não são ninguém para julgar. NÃO, ISSO NÃO É NORMAL! Você não tem que comentar sobre a vida do seu irmão com ninguém, a não ser com ele mesmo e só se for para ajudá-lo, para abençoá-lo. E se vierem comentar um "babado" com você, só faça essa pergunta a pessoa: Isso vai nos abençoar? Vai nos fortalecer espiritualmente? Se a resposta for não, apenas diga que não quer saber de nada que não te faça crescer espiritualmente. "Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido" (Provérbios 17:28).

Não é só a vida dos outros que a tua língua pode destruir, mas a tua própria. "Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano" (1 Pedro 3:10).

Sejamos donos de nossa boca, para não sermos escravos de nossas palavras. "Guarda a língua do mal, e os lábios de falarem o engano" (Salmos 34:13).

"O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias" (Provérbios 21:23).

Falar mal dos outros te faz bem? É uma "alegria" passageira que pode te trazer muitas desgraças e desgraças para a vida do seu próximo.

"Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã" (Tiago 1:26).

Imaginação

terça-feira, 3 de julho de 2012
Por Tiago Santos
Fonte:
Carlos McCord





A capacidade do ser humano de imaginar é uma dádiva de Deus. Com este dom divino podemos ver as possibilidades que aguardam aqueles cujo propósito é amar a Deus e amar ao próximo.

Infelizmente este dom de imaginar foi usado pelo maligno para criar em nossos pais (Adão e Eva) a tentação. Desde então o uso da imaginação pela mente dos seres humanos tem sido um desastre.

Segundo o apóstolo Paulo “os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se”. Creio que esta frase “o coração insensato deles obscureceu-se” está relacionada com a capacidade do ser humano imaginar como as coisas devem ser e podem ser.

Como cristãos, nós precisamos resgatar o uso puro e divino da imaginação.

O autor C.S. Lewis escreveu as Crônicas de Nárnia usando uma imaginação resgatada por Deus. Ele recomenda em seu livro “Cristianismo Puro e Simples” que usemos nossa imaginação como uma criança em sua inocência a usa. A criança imagina como será quando se tornar um adulto e parece que a criança está apenas “brincando”, mas, imaginar ser bombeiro, professor ou mãe não é brincadeira. É se preparar para ser.

Imagine você daqui há 10.000 anos servindo a Deus na eternidade. Imagine você sem angústias e sem pecado. Isto não é brincar. É se preparar para ser!

Permita que Deus santifique a sua imaginação.

Carne ou Espírito

quinta-feira, 26 de abril de 2012
Por Tiago Santos
Fonte:
Carlos McCord



O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (João 3:6).

Julgamos os outros usando nossos bem bolados sistemas de comportamento moral. Quando Deus julga, Ele julga onde nasceu o comportamento e não o comportamento em si. Deus não avalia dando notas baseadas em comportamentos. Ele faz um teste de DNA ou paternidade.

Se um comportamento nasce de algo que não seja o Espírito de Deus, é chamado “carne” e é condenado por Deus como sendo de nenhum valor. Não importa o que os homens vejam do comportamento, Deus está vendo onde nasceu o comportamento. Com Deus não existe um sistema de “passa/não passa” como se fosse uma prova de merecimento. Com Deus a questão é “carne/Espírito” ou “onde nasceu o comportamento?”.

Em João 3 Jesus teve um encontro com um dos líderes do sistema “passa/não passa” para se merecer o amor de Deus. Jesus disse a Nicodemos que o sistema que Deus usa é nascer de novo e não um sistema de merecer a “nota” aceitável pelo esforço.

Nicodemos não ficou apenas surpreso com esta verdade, ele ficou profundamente chocado. Uma vida longa investindo no sistema “passa/não passa” o deixou confiante, e Jesus acabou com o sistema e o chamou para começar do zero – como um recém nascido.

Nunca é fácil se livrar do sistema “merecer” e entrar no sistema “nascer”.

Todos nós queremos merecer nosso lugar perante Deus ao invés de nascer no nosso lugar perante Deus.

Adão e Eva trocaram o sistema “nascer” pelo o sistema “merecer” em Gênesis 3, e esta troca é chamada “morrer”. O sistema “merecer” sempre cheira mal – como a morte cheira mal.

Em nossa formação espiritual precisamos aprender a avaliar nosso próprio comportamento como sendo nascido no Espírito ou nascido na Carne. Somos nascidos de novo e Cristo habita em nós, ainda assim, precisamos ser treinados pelo Espírito a identificar e eliminar de nós o que nasce na carne. Deus quer que aprendamos a ver primeiramente o nascimento (a fonte) e secundariamente o comportamento (o fruto). O sistema “passa/não passa” tem que morrer. Somos o que somos pela graça de Deus em Cristo.

Aprender a ver a origem ou nascimento de um comportamento não é tão difícil quanto parece. Tente fazer isto: quando você estiver se comportando de maneira clara e que precisa de uma avaliação de nascimento ou paternidade, pergunte para Jesus que habita em você pelo Espírito: “Este meu comportamento nasceu no Senhor?”. Você ficará surpreendido como Jesus rapidamente afirma o que nasce nele e como ele nega rapidamente o que não nasceu nele. Lembre-se que Ele foca em origem e nós focamos em ações.

É possível na vida de um discípulo de Jesus começar no Espírito e depois tentar achar o comportamento certo na carne. Gálatas 3:3 diz: "Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio? ". Que pergunta forte!

Você pode aprender a ver a origem do comportamento nos outros também. Origem é mais importante que sistemas ou comportamentos nos nossos relacionamentos. Atacar sintomas ou comportamentos nos outros é perder tempo. É por esta razão que Jesus nos ensina no Sermão da Montanha a “virar a face” quando alguém nos ataca. Atacar o comportamento de alguém com o mesmo comportamento não alcança a origem ou nascimento, mas o “virar a face” chega na origem.

Todo discípulo deve ser um expert em origem e não um expert em julgar comportamento dos outros.

Não julgue comportamentos. Procure ver a origem e não os sintomas.

Tenha como o alvo o novo nascimento dos outros. Viva os ensinos de Jesus no Sermão da Montanha e você irá tocar na origem do comportamento. Modificar comportamento não é cristianismo. Um novo nascimento é.

Estreita é a porta

quarta-feira, 25 de abril de 2012
Por Angélica / Grupo Renascer 


 
Ao anunciar ao mundo Seu plano de salvação, Jesus não usou propaganda enganosa. Pelo contrário, Suas palavras foram rigorosas: “Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz à vida. São poucos os que a encontram” (Mateus 7:14). 

Por razões humanas que nada têm a ver com a Bíblia, existem muitos crentes e muitos pregadores que sonham em ter uma igreja cheia de gente. Se possível, uma mega igreja, com um majestoso templo confortável. A idéia não seria tão preocupante se, ao analisarmos o tipo de Evangelho pregado em algumas dessas igrejas, não descobríssemos mensagens superficiais, sem a honestidade clara de Jesus. 

Ao ler os Evangelhos, fica bem claro que Jesus não se preocupou em construir uma multidão de seguidores. Ao apresentar sua missão de Cristo na Terra, o Mestre não adoçou as palavras. “O mundo me odeia”, Ele afirmou. “O mundo vai odiar vocês, porque vocês Me amam”, Ele concluiu. Jesus nos convida para a impopularidade, para nos juntarmos a Ele, na Sua luta vitoriosa contra os inimigos de Deus. Vale a pena viver a vitória com Cristo. Mas “estreita é a porta”.